O triste disso, é que o preconceito dessa frase é estarrecedor! Mal sabem, ou pensam, estes profanadores de “aceitação do diferente” que na intimidade, todos são desconhecidos. Inclusive, é provável que se seus amigos soubessem da sua solidão, do que gosta de verdade, muitos deles não arriscariam dizer que nada muda pra eles. O fato é que ninguém sabe exatamente o que as pessoas praticam. Ou melhor, caráter não é conduta íntima. Isso seria incoerente, aposto eu, na grande maioria das vezes, e ainda, é quase impossível definir essas duas palavras num consenso.
Bizarrices sexuais ou comportamentais não estão visíveis aos olhos de ninguém, ao menos que sejam voluntariamente compartilhadas. Aquela amiga santa, seu pai ou um sobrinho: todos podem comer lixo quando estão sozinhos em casa... quem dirá outras “semvergonhices” que a torto e a direito julgamos indevidas, ou esquisitas.
Coloca-se o “publicamente diferenciado” numa posição de “intimamente desvirtuado”, como se o fossem, ou como se todos nós não tivéssemos nossos hábitos secretos, aqueles que jamais faríamos se tivéssemos sendo observados.
Um vez li uma frase: “ético é aquele que faz somente o que faria caso ninguém estivesse olhando”. Pois é... quem de nós?




